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Na Bahia, movimento leva dignidade a catadores de material reciclável

Escrito por   em 10/07/2026

O Brasil gera, anualmente, mais de 11 milhões de toneladas de lixo plástico, mas recicla menos de 1% desse total. Diante do descarte irregular que sufoca as cidades, a atuação dos catadores de materiais recicláveis surge como peça central para a preservação ambiental.

Na Bahia, esse trabalho ganhou escala e dignidade por meio da Rede Recicla, que organiza cooperativas para vender o material diretamente às indústrias, sem intermediários. Na liderança desse movimento está João Paulo de Jesus, presidente da rede e defensor do lema “orgulho de ser catador”.

“Eu iniciei minha atividade dentro do lixão, tinha 7 anos. Naquela época, também foi, na verdade, criada uma sede do projeto Criança Cana Brava. E aí que envolveu os filhos dos catadores nesse projeto de esporte, educação. E os nossos pais, uma parte foi para limpeza pública e a outra parte foi para o processo de criação de cooperativa e associação.”

Muito além do benefício ecológico, a reciclagem organizada em rede se tornou um motor econômico de centenas de lares baianos.

“Porque, muitas das vezes, só esse grupo familiar está tirando quase R$ 8 mil, R$ 9 mil por mês. Esse é o orgulho que a gente fica muito satisfeito. Porque a gente está vendo que o trabalhador que está ganhando dinheiro.”

O presidente da Rede Recicla lembra que, para além da questão financeira, os catadores atuam principalmente como verdadeiros guardiões do meio ambiente, posicionando-se na linha de frente contra a degradação ecológica.

“E eu fico muito feliz, sim, e orgulhoso quando nós saímos e retiramos toneladas e toneladas de resíduos recicláveis, que, de alguma forma, diminuem o impacto direto no lençol freático, no meio ambiente. Então, a gente fica muito, sim, gratificado de estar fazendo nossa parte.”



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