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No Rio, entidade alerta para riscos do exercício ilegal da medicina

Escrito por   em 06/08/2026

O exercício ilegal da medicina continua sendo motivo de preocupação no Rio de Janeiro. Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostram que o estado registrou 937 ocorrências relacionadas a essa prática entre 2012 e 2023. Esse número, no entanto, pode ser ainda maior, pois muitos casos deixam de ser registrados por medo, constrangimento ou desconhecimento dos canais de denúncia.

Segundo dados da Polícia Civil, o Rio concentra quase um terço dos registros de exercício ilegal da medicina no país. Grande parte das ocorrências envolve procedimentos estéticos invasivos realizados por pessoas sem qualificação técnica ou autorização legal para exercer a profissão.

O tema foi debatido nesta semana, durante a Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, no Rio de Janeiro. A entidade fez um alerta sobre os riscos dessas práticas e cobrou medidas mais rigorosas para proteger a população.

Riscos

De acordo com os especialistas, intervenções invasivas, sejam estéticas ou não, exigem avaliação clínica, conhecimento anatômico, domínio das técnicas, planejamento adequado e capacidade de lidar com possíveis complicações. Em nota, a sociedade afirmou que, quando esses procedimentos são realizados por pessoas sem formação médica e habilitação profissional, aumentam significativamente os riscos de infecções graves, deformidades permanentes, perda de funções do organismo e até mortes.

Outro ponto destacado pela instituição é que esse tipo de intervenção deve ocorrer apenas em ambientes preparados, para garantir a segurança dos pacientes. Os locais precisam contar com estrutura adequada para prevenção de infecções, atendimento de emergência e equipamentos de suporte à vida em caso de intercorrências. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reforça que consultórios e clínicas de estética, em geral, não dispõem dessas condições.

Por isso, a orientação à população é verificar, antes de qualquer procedimento, se o profissional está regularmente registrado nos conselhos de medicina e se possui formação adequada. A entidade também incentiva a denúncia de irregularidades aos órgãos competentes para ajudar a combater a atuação de falsos profissionais e evitar novas vítimas.



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