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“Enfrentando o patriarcado racista”: Dia da Mulher Negra é dia de luta

Escrito por   em 25/07/2026

Neste fim de semana, movimentos de mulheres negras ocupam ruas e espaços culturais em diversas capitais brasileiras, como Salvador, São Paulo e Brasília. A agenda faz parte da 14ª edição do “Julho das Pretas”, que conta com mais de 600 atividades em todo o país.

A programação marca o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha, celebrado neste sábado, 25 de julho. Nesta manhã, a capital baiana recebeu a “Marcha das Mulheres Negras da Bahia”, que seguiu caminhada da Praça da Piedade, até o Terreiro de Jesus. A marcha reuniu lideranças comunitárias, quilombolas e ativistas de diversas partes do Estado.

Rita de Cássia Santa Rita, do Grupo de Mulheres do Alto das Pombas, reforçou que o ato em Salvador é uma continuidade do movimento nacional.

“Saímos da marcha recente de Brasília, quando fomos 300 mil mulheres, e a nossa pauta é de reparação. A gente tem dito que a gente continua em marcha enfrentando o patriarcado racista.”

Representando o Instituto Eu Melanina, a artista Udi Santos também levou o seu recado em forma de versos.

“Já deram o ponto de partida para hoje poder completar a missão. E como uma filha blindada faço das minhas palavras a revolução. Com toda a força cultivada, a raiz encrespada, respeito, blackão. Queremos ficar de lazer, sabemos que tem que correr. A vida é movimento e se você para… O dia engole você!”

Na tarde deste sábado, na capital paulista, outra marcha celebra sua 10ª edição. A concentração ocorre na Praça Roosevelt. O ato reforça o pedido de justiça pela morte de Luana Barbosa, símbolo da luta contra a violência policial.
 
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado nesta semana, mulheres negras foram as principais vítimas da violência letal contra mulheres no Brasil em 2025. Cerca de duas em cada três vítimas de feminicídio eram negras.

De volta à programação do “Julho das Pretas”, neste domingo, acontece em Brasília o projeto “Cine das Pretas”. O evento na capital federal está marcado para às onze da manhã, no Cine Cultura Liberty Mall. Será exibido, de graça, o filme “A Noite de Alaíde”, seguido de uma roda de conversa com a cineasta e pesquisadora Edileuza Penha de Souza, pós-doutora em Comunicação e idealizadora da Mostra Adélia Sampaio. A ideia da conversa é refletir sobre memória, ancestralidade e a linguagem audiovisual comprometida com a justiça social.



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