Carne: Brasil se adequará às normas da União Europeia, diz ministro
Escrito por Agência DM3 em 13/05/2026
O ministro da Agricultura, André de Paula, informou que o embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, realizou nesta quarta-feira (13), em Bruxelas, a primeira reunião para tratar das exigências do bloco para importação de carne brasileira. O titular da pasta disse que o Brasil tomará as medidas necessárias para se adequar às normas do bloco europeu:

“Hoje pela manhã, o embaixador do Brasil na União Europeia esteve numa reunião importante, na primeira reunião com a autoridade sanitária da União Europeia, a DG SANTE. E lá, dados alguns pontos, ainda incipientes: primeiro, de que nós vamos seguir tendo reuniões muito importantes; que nós vamos ter mais clareza sobre o que aconteceu; de que nós vamos tomar todas as medidas que o governo brasileiro e o setor privado precisarem de tomar para nos adequarmos a essas exigências”.
Lista de exportadores
A declaração ocorreu um dia após o governo brasileiro ser informado da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro.
André de Paula comentou as novas exigências durante Congresso da Abramilho, Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo, em Brasília.
Segundo a União Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
Além da carne brasileira, produtos como ovos, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu.
Avaliação separada
O ministro André de Paula afirmou que autoridades sanitárias da União Europeia se comprometeram a avaliar cada produto separadamente:
“Houve uma sinalização positiva de que, por exemplo, as questões relativas às nossas proteínas animais serão analisadas cadeia a cadeia. Uma coisa que nos surpreendeu ontem, nós vínhamos num processo de negociação em relação a bovinos, e ontem, além de nos retirarem da lista, foi anunciado que isso atingiria aves, ovos, mel, pescado. Então, foi uma surpresa”.
Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.
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