Tensão No Oriente Médio Pressiona Mercados: Dólar Sobe, Bolsa Cai E Petróleo Dispara
Escrito por Agência DM3 em 06/03/2026
Após uma breve trégua na quarta-feira (4), o mercado financeiro voltou a registrar forte volatilidade nesta quinta-feira (5), impulsionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O dólar subiu, a Bolsa brasileira recuou mais de 2,5% e o preço do petróleo registrou alta expressiva no mercado internacional.
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,287, com valorização de R$ 0,069, o equivalente a 1,32%. Durante a manhã, a moeda norte-americana chegou a oscilar em torno de R$ 5,23, mas ultrapassou R$ 5,28 no início da tarde e atingiu R$ 5,29 por volta das 16h30.
Com o resultado, o dólar alcançou o maior valor desde 23 de janeiro. Na semana, a moeda acumula alta de 2,34%. No entanto, no acumulado de 2026, ainda registra queda de 3,66%.
O mercado de ações também foi impactado. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou aos 180.464 pontos, com queda de 2,64%. Esse é o nível mais baixo registrado desde 26 de janeiro.
Entre os papéis negociados, apenas ações de empresas do setor de petróleo tiveram desempenho positivo, impulsionadas pela forte valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global para negociações, avançou 4,93% e chegou a US$ 85,41, marcando o quinto dia consecutivo de alta.
A instabilidade foi agravada por um movimento global de investidores que passaram a migrar recursos de ativos considerados mais arriscados para títulos do Tesouro dos Estados Unidos, tradicionalmente vistos como investimentos mais seguros em momentos de incerteza.
As preocupações aumentaram após um bombardeio atribuído ao Irã atingir um aeroporto em uma região autônoma do Azerbaijão, episódio que reacendeu o temor de ampliação do conflito no Oriente Médio.
Outro fator que elevou a tensão no mercado foi o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A interrupção do fluxo na região levanta o risco de paralisação das exportações de grandes produtores, como Iraque e Kuwait, caso o bloqueio se prolongue.
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