Ex-noiva De Vorcaro Falta à CPMI Do INSS E Depoimento é Adiado
Escrito por Agência DM3 em 23/03/2026
A empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, não foi localizada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para prestar depoimento nesta segunda-feira (23). O encontro estava marcado para esclarecer a suposta intermediação de Martha em contatos de Vorcaro com autoridades, mas a modelo não compareceu.
Com a ausência dela, a comissão passa a aguardar o depoimento de Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), para avançar nas investigações sobre descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
Martha foi convocada pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que apontou conversas apreendidas pela Polícia Federal, nas quais Vorcaro relata encontros com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo Kataguiri, a empresária teria participado da intermediação de contatos entre o banqueiro e autoridades.
Fontes próximas revelam que Martha e Vorcaro se separaram em novembro do ano passado, após a primeira prisão do ex-banqueiro. A empresária, segundo relatos, não teria suportado a pressão causada pelo escândalo envolvendo o banco.
Além da CPMI do INSS, Martha também foi convocada pela CPI do Crime Organizado, no Senado, com sessão marcada para quarta-feira (25). Até o momento, a comissão também não conseguiu notificá-la, tornando o depoimento improvável.
O relatório final da CPMI do INSS, relatado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), será votado na quinta-feira (26). Apesar de pedidos de prorrogação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o cronograma. Parlamentares chegaram a acionar o STF para tentar estender os trabalhos, mas não obtiveram resposta.
A investigação se aprofundou no caso do Banco Master, após a prisão de Vorcaro. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também se tornou alvo de atenção da oposição por seu contato com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em fevereiro, a quebra de sigilo bancário de Lulinha foi aprovada de forma contestada e depois suspensa pelo ministro Flávio Dino, do STF.
A CPMI do INSS segue agora sua fase final, enquanto a ausência de Martha Graeff e outros depoimentos aguardados mantém o clima de tensão e expectativa no Congresso, envolvendo política, poder econômico e o futuro das investigações sobre fraudes no sistema previdenciário.
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