Dólar Cai Ao Menor Nível Em 21 Meses E Bolsa Bate Novo Recorde
Escrito por Agência DM3 em 09/02/2026
O mercado financeiro teve um dia de forte euforia nesta segunda-feira (9). O dólar caiu para o menor nível em 21 meses e fechou abaixo de R$ 5,20, enquanto a bolsa de valores registrou alta expressiva e renovou recorde histórico.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032, o equivalente a recuo de 0,62%. A moeda operou em baixa durante toda a sessão e chegou a R$ 5,17 no início da tarde, antes de uma leve recuperação motivada pela compra de moeda a preços mais baixos.
A cotação é a menor desde 28 de maio de 2024, quando o dólar estava em R$ 5,15. No acumulado de 2026, a divisa registra queda de 5,47%.
No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O avanço foi impulsionado por ações de bancos, petroleiras e mineradoras, que têm maior peso na composição do índice.
O recorde anterior havia sido registrado no último dia 3. No acumulado do ano, a bolsa brasileira sobe 15,69%.
O dólar abriu o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento do mercado internacional. A expectativa de intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para o recuo da moeda.
Os números do mercado de trabalho norte-americano, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado e aumentaram as apostas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pressionou o dólar frente ao iene.
O principal fator de impacto, no entanto, foi a recomendação do governo da China para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Maior detentor desses papéis, o país busca diversificar suas reservas internacionais.
Esse cenário favoreceu moedas e ativos de países emergentes. O dólar também caiu frente a divisas como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. A avaliação do mercado é de que esse ambiente mais favorável aos emergentes, observado desde o início do ano, pode continuar beneficiando o câmbio brasileiro nos próximos meses.
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