Diabetes: SUS inicia transição para uso da insulina glargina
Escrito por Agência DM3 em 23/07/2026
O Ministério da Saúde já começou a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Fernanda De Negri, a nova versão é mais moderna e dura cerca de 24 horas, melhorando a vida de quem precisava tomar até três doses diárias da substância anterior.
“A gente está mudando o tratamento para uma insulina que é muito mais moderna, e é melhor para o paciente. Você precisa de menos aplicações ao longo do dia, ela controla melhor a glicemia do paciente ao longo do dia, você precisa de uma aplicação só. Todos os relatos de pacientes é que ela é muito mais efetiva e a glicose fica muito mais controlada ao longo do dia inteiro com essa insulina de longa duração.”
Por enquanto, o público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.
Essa tecnologia deve contribuir para um controle mais estável da glicemia, além de reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, e ainda facilita a continuidade do tratamento por conta da fabricação aqui mesmo no Brasil, como destaca a secretária:
“A expectativa é que a gente alcance é todo esse público elegível. Esses pacientes que são elegíveis, ou uma parte significativa deles, até o final deste ano. A nossa expectativa era que 30% da população brasileira que usa insulina pelo SUS — que são mais de 2 milhões de pessoas — tenham acesso. A gente retomou a produção de insulina no país, então isso nos deixa mais seguros frente aos episódios de escassez, de falta de insulina que tem ocorrido no mercado mundial nos últimos 10 ou 20 anos.”
A previsão é que todo o Brasil receba os insumos até o fim de julho e começo de agosto.
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