Carlos Muniz Critica Ausência De Secretário E Diz Que “enxugar Gelo é Difícil”; Entenda
Escrito por Agência DM3 em 15/09/2025
Um clima de tensão marcou a tarde desta segunda-feira (15) na Câmara Municipal de Salvador (CMS), com discussões envolvendo a ausência do secretário municipal de Educação, Thiago Dantas. O presidente da Casa também reagiu a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre a LOUOS, que deve ocorrer na sessão desta quarta-feira (17).
O presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), se posicionou sobre todos os temas e não poupou críticas. O principal impasse ocorreu após o não comparecimento do secretário de Educação que havia confirmado presença em reunião com vereadores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). Muniz afirmou que a “ausência do secretário na Câmara traz um desgaste para o governo”. O presidente disse de forma dura achar “uma falta de respeito aos vereadores que, em reunião de líderes, fez esse convite”.
A substituição de Thiago para Tinoco, titular da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), acabou sendo levada à votação no plenário, após divergências entre as bancadas, quando a líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB) concordou em ser outro secretário a comparecer a reunião, mas que teria outra reunião com Thiago. Muniz não concordou e percebeu um certo impasse entre os vereadores. O presidente da Casa então pediu que todos os líderes presentes votassem, já que a decisão de convocação do secretário para tratar a pauta dos professores, era uma decisão do Colégio de Líderes.
O resultado ficou 8 para o secretário do Semge participar da reunião e 7 para contar com a presença do secretário de educação. Muniz pediu uma nova rodada de conversas entre governo, oposição e representantes da APLB, que reforçaram a necessidade da presença do titular da Educação e ficou decidido que a reunião seria adiada para a próxima segunda-feira (22). A ideia é ter a presença do titular da Educação no diálogo entre os vereadores e a categoria para falarem sobre a valorização salarial dos professores.
O episódio aumentou o desgaste em torno da postura do secretário de Educação, alvo de críticas recorrentes do presidente da Casa. Irritado, Muniz destacou que essa não foi a primeira ausência de Dantas em pautas importantes da Câmara, lembrando episódios como a greve dos professores e a invasão ao plenário. Em tom de cobrança, afirmou que “enxugar gelo é difícil”, criticando a dificuldade de avançar em discussões sem a participação do gestor diretamente responsável pela pasta.
Durante coletiva Muniz comentou sobre a votação do Projeto de Lei nº 175/2024, que altera a Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (LOUOS).
O MP-BA havia recomendado a suspensão da análise, alegando ausência de planejamento e participação popular. Mas Muniz discordou da avaliação e defendeu o processo legislativo: “Na realidade, a recomendação do Ministério Público no que tange à Câmara Municipal de Salvador está totalmente enganada. Ele disse que não houve audiências públicas, e houve audiências públicas sim, tanto que houve duas audiências públicas. Eu presidi as duas, então não tem por quê dizer que não houve audiências públicas”, rebateu.
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