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Governo adia retirada de subsídio da gasolina após incertezas no Irã

Escrito por   em 09/07/2026

A retirada da subvenção da gasolina pode ficar para semana que vem após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9), em entrevista à Rádio Gaúcha.

No ápice da crise, com o petróleo bem mais caro, um auxílio financeiro foi necessário para evitar que o preço dos combustíveis disparasse no país. Com o cessar-fogo e as negociações por um acordo de paz, o preço caiu e a retirada dos benefícios entrou em discussão.

As incertezas sobre o acordo de paz fizeram o preço do barril de petróleo se aproximar novamente dos US$ 80. Por isso, é preciso cautela, disse o ministro.

“Nos temos que adotar com cautela a retirada de subsídios. A gente retirou do diesel. Essa semana eu ia anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo”.

Renegociação de dívidas do agro

Já a renegociação de dívidas rurais está em discussão com o Congresso Nacional e pode sair nos próximos dias.

“A medida provisória vai ser editada tão logo a gente faça as últimas conversas. Fim desta semana, começo da próxima semana”.

A princípio devem ser renegociados R$ 100 bilhões. O limite é de R$ 8 milhões por CPF para quem teve perdas por causa de mudanças climáticas e de R$ 4 milhões para prejuízos por variação de preços.

O prazo de pagamento pode chegar a dez anos para quem sofreu com eventos climáticos. Sobre os juros, as conversas giram em torno de 6% ao ano para o pequeno agricultor; 9% para o médio; e 12% para o grande agricultor.



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