EUA podem taxar o Brasil por omissão no combate ao trabalho escravo
Escrito por Agência DM3 em 03/06/2026
Em novo anúncio, nessa terça-feira (2), o escritório do representante de comércio norte-americano decidiu que 60 economias, incluindo o Brasil, não possuem ou não aplicam proibições à importação de produtos feitos com trabalho forçado.

A acusação não é que o Brasil utiliza trabalho escravo na própria produção, mas a investigação aponta falta de mecanismos para impedir a entrada, no mercado brasileiro, de mercadorias produzidas com trabalho forçado por outros países.
A partir desse entendimento, o governo norte-americano propôs tarifas adicionais de 12,5% para 54 países. Além do Brasil, também estão na lista Argentina, Chile, China, Colômbia, Índia, Peru, Rússia, África do Sul, Inglaterra, Uruguai e Venezuela.
Outro grupo menor, de seis economias, incluindo União Europeia, México e Canadá, teriam 10%, por já terem fiscalização considerada insuficiente.
As medidas entram em fase de consulta até o mês de julho. Depois disso, os EUA vão decidir se devem implementar – de fato – as novas tarifas e em qual formato.
No caso do Brasil, essas tarifas se somam àquelas de 25%, anunciadas na segunda-feira (1º), sob a acusação norte-americana que o Brasil adota práticas desleais no comércio, e que podem entrar em vigor a partir do dia 15 de julho.
Essas duas possibilidades de taxação norte-americana, além da classificação de facções criminosas brasileiras como “terroristas” – o que pode justificar medidas contra o fluxo de capitais brasileiros – devem estar na pauta da reunião ministerial com o presidente Lula nesta quarta-feira (3).
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