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Órgãos Federais Alertam Para A Chegada De Novo El Niño A Partir De Julho

Escrito por   em 22/05/2026

Quatro dos principais órgãos de monitoramento meteorológico do país — INPE, INMET, Funceme e Censipam — emitiram um alerta conjunto para o provável retorno do fenômeno El Niño a partir do segundo semestre de 2026, com possibilidade de se estender até o início de 2027. De acordo com o documento, há mais de 80% de probabilidade de o fenômeno se consolidar, o que pode provocar eventos climáticos extremos e impactar setores como abastecimento de água, agricultura e geração de energia.

O El Niño se caracteriza pelo aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico equatorial. Nos últimos meses, os cientistas identificaram que as águas frias da fase anterior (La Niña) recuaram rapidamente, dando lugar a bolsões de água quente que, na subsuperfície do oceano, já chegam a registrar temperaturas até $4^{\circ}C$ acima da média histórica.

Embora a intensidade exata do fenômeno ainda não esteja totalmente definida, os modelos dinâmicos apontam que ele deve atingir, no mínimo, uma força moderada.

Os impactos previstos para cada região

Historicamente, o El Niño altera a circulação de ventos e o transporte de umidade por todo o planeta. No Brasil, as projeções indicam os seguintes cenários para o final do ano:

  • Região Sul: Tendência de chuvas acima da média histórica. Há alertas para o risco de eventos extremos, como tempestades e inundações causadas pelo fortalecimento de frentes e ciclones. As temperaturas devem ficar mais quentes, diminuindo a frequência de geadas.

  • Região Norte (Amazônia): Previsão de seca mais severa e prolongada, especialmente na porção leste. A combinação de pouca chuva, baixa umidade e calor severo acende o alerta para o aumento do risco de incêndios florestais e para a queda drástica no nível dos rios, o que afeta a navegação e a pesca.

  • Região Nordeste: Expectativa de redução significativa no volume de chuvas e aumento nas temperaturas médias, o que acelera a evaporação da água e eleva o estresse hídrico da vegetação, aumentando também o risco de queimadas.

  • Regiões Sudeste e Centro-Oeste: Os efeitos costumam ser mais variáveis, mas a projeção para a primavera indica períodos de estiagem e veranicos em estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia. Ambas as regiões devem enfrentar episódios de calor mais frequentes e prolongados.

Os órgãos informaram que manterão o monitoramento contínuo das águas do Pacífico e do Atlântico para atualizar as previsões e subsidiar ações de mitigação nos próximos meses.


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